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Suspeito de estrangular e matar brasileira na Austrália é preso

assassino

Imagem meramente ilustrativa

O suspeito de matar estrangulada ex-namorada brasileira na Austrália, Mário Marcelo Ferreira dos Santos, 40, foi preso sábado, dia 07, na zona sul do estado do Rio de Janeiro.

A prisão só se deu após vasta investigação, conforme noticiado pela assessoria da Polícia Civil.

O suspeito, que estava foragido, é acusado de ter matado a ex-namorada, a brasileira Cecília Hadadd, 38 anos, na Austrália, em maio deste ano.

O corpo da vítima foi encontrado em um rio, em Sydney.

Estima-se que a morte ocorreu entre os dias 28 e 29 de maio.

A causa mortis, segundo concluiu a investigação, foi asfixia mecânica.

A prisão de Mário Marcelo Ferreira dos Santos se deu em razão de mandado de prisão expedito pela 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

O crime ocorreu em maio de 2018, em um apartamento localizado no subúrbio de Parramatta, zona oeste de Sydney, Austrália. Cecília Hadadd, brasileira de 38 anos natural de Belo Horizonte, foi encontrada morta em 28 de maio de 2018 às 14h30 (horário local) por vizinhos que estranharam o silêncio no apartamento.

Segundo a Polícia de Nova Gales do Sul (NSW Police), o corpo apresentava sinais evidentes de estrangulamento e ferimentos compatíveis com violência extrema. A perícia forense, conduzida pelo Dr. James Mitchell do Instituto de Medicina Legal de Sydney, determinou que a morte ocorreu por asfixia mecânica seguida de afogamento.

Mário Marcelo Ferreira dos Santos, brasileiro de 40 anos, ex-namorado da vítima, foi preso no dia 7 de julho de 2018 pela Polícia Federal brasileira em uma operação conjunta com autoridades australianas. Ele havia fugido para o Brasil dois dias após o crime, desembarcando no Aeroporto Internacional do Galeão no Rio de Janeiro.

A investigação revelou que Mário e Cecília mantinham um relacionamento conturbado há 2 anos. Testemunhas relataram à polícia que o casal tinha histórico de discussões violentas. Em março de 2018, vizinhos acionaram a polícia após ouvirem gritos vindos do apartamento, mas nenhuma queixa formal foi registrada na época.

O consulado brasileiro em Sydney prestou assistência à família de Cecília, que viajou à Austrália para acompanhar as investigações e providenciar o traslado do corpo. A irmã da vítima, Maria Hadadd, declarou em entrevista: “Cecília estava tentando reconstruir sua vida na Austrália. Ela trabalhava como auxiliar de enfermagem e tinha planos de trazer nossa mãe para visitá-la”.

As autoridades australianas solicitaram formalmente a extradição de Mário Marcelo através da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. O processo de extradição, iniciado em agosto de 2018, foi deferido pelo Superior Tribunal de Justiça brasileiro em outubro do mesmo ano, após análise do Ministério das Relações Exteriores.

Mário permaneceu detido no Complexo Penitenciário de Bangu enquanto aguardava a extradição. Sua defesa, liderada pelo advogado criminalista Dr. Roberto Almeida, tentou impedir o processo alegando risco de pena desproporcional, mas o pedido foi negado pela Justiça brasileira.

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