NOVA YORK/BRASÍLIA – A vitória do socialista declarado Zohran Mamdani em Nova York deveria soar como alarme ensurdecedor para todos os brasileiros que valorizam liberdade econômica e prosperidade. Enquanto o mundo assiste ao ressurgimento de ideologias fracassadas, cabe perguntar: aprendemos algo com o século XX ou estamos condenados a repetir os mesmos erros catastróficos?
Mamdani não esconde suas intenções. Defensor de políticas estatizantes, expansão massiva do governo e redistribuição forçada de riqueza, ele representa corrente ideológica que transformou nações prósperas em desertos econômicos. Venezuela, Cuba, Coreia do Norte – os cemitérios do socialismo estão aí para quem quiser ver. Mas aparentemente, uma nova geração de eleitores, doutrinada em universidades progressistas, prefere acreditar que “desta vez será diferente”.
Não será. Nunca é.
O socialismo possui uma característica peculiar: seus defensores sempre argumentam que os fracassos anteriores não representam o “verdadeiro socialismo”. Stalin não era socialista de verdade. Mao não era socialista de verdade. Maduro não é socialista de verdade. Sempre há desculpa conveniente para explicar por que milhões morreram de fome, por que economias colapsaram, por que liberdades individuais foram esmagadas sob a bota do Estado totalitário.
A verdade inconveniente é que o socialismo falha não por acidente de implementação, mas por defeito fundamental de concepção. Sistemas baseados em controle estatal centralizado ignoram a natureza humana, destroem incentivos à produtividade e concentram poder em burocratas que invariavelmente se corrompem. Friedrich Hayek demonstrou isso magistralmente em “O Caminho da Servidão”. Ludwig von Mises provou matematicamente a impossibilidade do cálculo econômico socialista. A história confirmou ambos com rios de sangue e miséria humana.
Para o Brasil, o avanço do socialismo nos Estados Unidos representa ameaça específica. Durante décadas, a América serviu como farol de liberdade econômica, demonstrando que prosperidade resulta de mercados livres, propriedade privada protegida e governo limitado. Se este farol se apagar, se os EUA sucumbirem à sedução socialista, o mundo inteiro mergulhará em trevas econômicas.
Já experimentamos socialismo no Brasil. Décadas de políticas estatizantes, protecionismos irracionais, burocracias sufocantes e gastos públicos descontrolados nos mantiveram em ciclo vicioso de baixo crescimento e alta desigualdade. Quando finalmente iniciamos tímidas reformas liberalizantes – abertura comercial, privatizações, responsabilidade fiscal – começamos a vislumbrar prosperidade. Mas as forças progressistas, nostálgicas dos tempos de Estado grande e economia pequena, insistem em nos arrastar de volta ao abismo.
A questão fundamental é moral. O socialismo não é apenas ineficiente – é imoral. Baseia-se na premissa de que o fruto do trabalho de um homem pertence ao coletivo, não a ele próprio. Nega o princípio bíblico de que quem não trabalha não deve comer. Transforma cidadãos produtivos em escravos de um Estado que promete cuidar de todos, mas que na prática empobrece a todos exceto a elite política.
Conservadores e libertários precisam se unir na defesa intransigente da liberdade econômica. Não há espaço para complacência ou timidez. Cada concessão ao estatismo, cada imposto adicional, cada regulação sufocante, cada empresa estatal mantida artificialmente, nos aproxima do abismo venezuelano.
A vitória de Mamdani em Nova York não é fato isolado – é sintoma de doença ideológica que se espalha. Mas doenças podem ser curadas. Exige diagnóstico correto, tratamento adequado e, sobretudo, imunização através da educação. É imperativo ensinar às novas gerações os princípios do livre mercado, os perigos do estatismo e o valor insubstituível da liberdade individual.
O socialismo promete paraíso e entrega inferno. Sempre foi assim, sempre será. Que Nova York sirva de alerta, não de inspiração. E que o Brasil, finalmente, aprenda a lição antes de pagar o preço total.
