Cotidiano

O Agronegócio que Alimenta o Brasil e o Mundo

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**BRASÍLIA** – Enquanto o Brasil enfrenta dificuldades econômicas, um setor brilha como exemplo de eficiência: o agronegócio. Responde por um quarto do PIB nacional e quase metade das exportações. Alimenta o país e boa parte do mundo. Mas paradoxalmente, é alvo constante de ataques ideológicos que ameaçam estrangular quem produz.

Ambientalistas radicais, ONGs internacionais e políticos urbanos criaram narrativa onde agronegócio é vilão. Acusam produtores de desmatar Amazônia, envenenar rios, explorar trabalhadores. É caricatura que ignora a realidade: agricultura brasileira está entre as mais sustentáveis e regulamentadas do mundo.

O Brasil possui Código Florestal que exige preservação de 20% a 80% de vegetação nativa, dependendo do bioma. Nenhum outro país agrícola impõe restrições tão severas. Agricultores brasileiros preservam 218 milhões de hectares de vegetação nativa – área maior que todo território agrícola do país. Somos únicos no mundo que produz e preserva simultaneamente nessa escala.

A tecnologia empregada é de ponta. Plantio direto conserva solo. Fixação biológica de nitrogênio reduz fertilizantes químicos. Controle biológico de pragas diminui necessidade de defensivos. Agricultura de precisão otimiza recursos hídricos. O resultado é produtividade crescente com pegada ambiental decrescente.

Mas ativistas preferem propaganda à verdade. Imagens de queimadas ilegais na Amazônia – frequentemente causadas por invasores de terras públicas, não por agricultores legítimos – são usadas pra difamar todo setor. Quando queimadas diminuem drasticamente, mídia simplesmente ignora.

O uso de defensivos agrícolas é explorado desonestamente. Brasil aprova produtos após avaliação rigorosa. Todos são legais em múltiplos países desenvolvidos. Europa usa defensivos diferentes mas em quantidades per capita muitas vezes maiores. A histeria sobre “veneno na comida” não se sustenta em dados.

A questão fundiária é distorcida sistematicamente. Movimentos invadem propriedades produtivas sob pretexto de “reforma agrária”, destroem plantações, ameaçam famílias. Quando proprietários defendem sua propriedade, são retratados como “latifundiários violentos”.

Reforma agrária distribuiu milhões de hectares desde os anos 80. A maioria dos assentamentos fracassou economicamente, tornando-se dependentes de assistência estatal perpétua. Produtividade é ínfima comparada a propriedades comerciais. Mas ideologia se recusa a reconhecer que agricultura familiar ineficiente não alimenta nação de 215 milhões.

A verdade incomoda: propriedades grandes e médias, usando tecnologia moderna e gestão profissional, produzem as safras recordes que fazem Brasil líder mundial em soja, milho, algodão, carne bovina e frango. São essas propriedades que ativistas querem dividir ou regular até inviabilizá-las.

Carga tributária sobre agronegócio já é pesada. Produtor enfrenta ICMS, FUNRURAL, ITR, INSS, além de custos regulatórios crescentes. Margem de lucro é apertada e dependente de variáveis climáticas e mercado global que produtor não controla.

China, Estados Unidos e Argentina – principais competidores – não enfrentam amarras ideológicas semelhantes. China desmata e polui sem hesitação. EUA subsidia maciçamente sua agricultura. Argentina flexibiliza regulações. Enquanto isso, Brasil sabota a própria vantagem comparativa pra satisfazer ONGs europeias.

A hipocrisia é descarada. Europa desmatou há séculos e agora exige que Brasil preserve floresta. União Europeia propõe barreiras comerciais disfarçadas de exigências ambientais pra proteger agricultores europeus ineficientes de competição brasileira.

Agronegócio não é apenas economia – é segurança nacional. País que não produz alimentos torna-se dependente e vulnerável. Brasil pode alimentar um bilhão de pessoas. Podemos ser garantidores de segurança alimentar global enquanto geramos riqueza internamente.

Produtores rurais merecem reconhecimento. São empreendedores que investem capital próprio, enfrentam riscos climáticos, geram empregos em regiões remotas e sustentam economias de milhares de municípios.

Chegou hora de sociedade urbana reconhecer que agronegócio é aliado. Reformas são necessárias: simplificação tributária, desburocratização de licenças, investimento em infraestrutura logística, pesquisa agronômica e defesa comercial contra protecionismo.

Também precisa mudar a narrativa cultural. Durante décadas, urbanização foi sinônimo de progresso e vida rural retratada como atrasada. Essa mentalidade precisa mudar. Agricultura moderna é tecnológica, sustentável e essencial.

O Brasil será potência ou será irrelevante – e agronegócio é peça central. Podemos continuar autoflagelação ideológica, cedendo a pressões externas. Ou podemos abraçar nosso potencial agrícola e afirmar posição como líder global em produção de alimentos.

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