João Ferreira da Silva, de 46 anos, foi executado a tiros na manhã de quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, em Sinop (MT), menos de 24 horas após ter deixado a Penitenciária Osvaldo Ferreira Leite. O pedreiro havia sido condenado pelo estupro e homicídio de Bruno Aparecido dos Santos, de 9 anos, crime ocorrido em 28 de outubro de 2005.
A libertação e a execução
João Ferreira foi liberado na terça-feira, 9 de dezembro de 2025, após a Justiça expedir alvará de soltura. Menos de um dia depois, ele foi alvejado em frente a uma pousada na cidade, situada a 503 km de Cuiabá.
Câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa. As imagens mostram dois homens se aproximando da vítima em frente ao estabelecimento. Um dos executores empurra João e efetua vários disparos à queima-roupa, enquanto o comparsa acompanha a ação fornecendo cobertura. A vítima cai na calçada e os assassinos fogem imediatamente após a execução.
Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) compareceram ao local do crime e isolaram a área para os procedimentos investigativos. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sinop assumiu a condução das investigações para identificar os autores do homicídio e apurar se o assassinato tem relação direta com a recente saída de João da prisão.
O crime de 2005: o caso Bruno Aparecido
João Ferreira cumpria pena pelo brutal crime cometido em 28 de outubro de 2005, quando atraiu o menino Bruno Aparecido dos Santos para uma casa em obra, local onde trabalhava como pedreiro. De acordo com as investigações policiais, ele agrediu fisicamente, violentou sexualmente e assassinou a criança de 9 anos, ocultando o corpo próximo ao local do crime.
O desaparecimento de Bruno mobilizou a cidade de Sinop por vários dias, com buscas intensas realizadas pela comunidade e autoridades. João Ferreira foi preso dez dias após o crime, em 7 de novembro de 2005, ao tentar atacar outra criança, o que chamou a atenção das autoridades.
Durante diligências realizadas na obra onde João trabalhava, policiais encontraram objetos pessoais que pertenciam ao menino Bruno, incluindo bolinhas de gude. Confrontado com as evidências, ele confessou o crime e indicou aos investigadores o local exato onde havia enterrado o corpo da vítima.
A condenação foi fundamentada em laudos periciais, análises minuciosas da cena do crime e provas de ocultação de cadáver. No entanto, apesar da confissão inicial durante a fase investigativa, João posteriormente afirmou em juízo que “não se lembrava” se era de fato o autor do crime.
O caso volta às manchetes vinte anos depois do ocorrido, quando a comunidade local acompanha com atenção os desdobramentos das investigações da morte do criminoso, enquanto as autoridades trabalham para identificar os responsáveis pela morte do ex-detento.
O que não gostei, foi a expressão de que câmeras flagraram a ação criminosa,câmeras flagaram a justiça sendo feita, parabéns aos guerreiros que mandaram esse sujeito pro inferno,agora ele não estupra ninguém mais.
Infelizmente não consideramos isso como “justiça”, pq muitas vezes são feitas por organizações criminosas, facções, cartéis. Mas digamos que niguém aqui tá chorando a morte desse tipo aí…