A partir de agosto de 2025, o governo Trump autorizou um grande reforço da presença naval no sul do Caribe, enviando destróieres de mísseis guiados, navios anfíbios e um submarino de ataque para águas próximas à Venezuela sob a justificativa de combater cartéis de drogas e “organizações narcoterroristas”. Em poucos meses, analistas passaram a classificar a operação como a maior concentração recente de meios navais americanos na região, com mapas de think tanks e veículos especializados mostrando até dez navios de combate distribuídos em posições que cobrem a costa venezuelana e rotas tradicionais de lanchas rápidas usadas pelo tráfico.
Entre os meios identificados estão destróieres como USS Gravely, USS Stockdale e USS Jason Dunham, o cruzador USS Lake Erie, o navio‑assalto anfíbio USS Iwo Jima, as docas anfíbias USS San Antonio e USS Fort Lauderdale, além de um submarino nuclear como o USS Newport News e o navio de apoio a forças especiais MV Ocean Trader. Estimativas indicam pelo menos 4 mil marinheiros e fuzileiros envolvidos, apoiados por aeronaves P‑8 Poseidon de patrulha marítima, aviões de vigilância e, em alguns casos, vetores de ataque de precisão capazes de atingir embarcações suspeitas em alto‑mar.
Em novembro, o grupo de ataque do porta aviões USS Gerald R. Ford entrou no Caribe, trazendo mais de 5 mil tripulantes e cerca de 75 aeronaves, o que elevou a operação a um patamar de projeção de poder incomum para ações antidrogas. Comunicações oficiais da Marinha americana confirmam que o Ford está operando em áreas próximas a rotas usadas por embarcações que partem do litoral venezuelano, atuando como plataforma de vigilância aérea, comando e, se necessário, ataque.
A missão declarada é atacar “ameaças de drogas” e impedir que grandes carregamentos de cocaína utilizem a janela caribenha rumo a outros mercados, com foco em navios‑mãe e redes logísticas de alto valor. Autoridades americanas afirmam que a combinação de radares, sensores, satélites e patrulha de superfície aumenta significativamente a capacidade de detectar e interceptar embarcações suspeitas, em cooperação com agências civis e com países parceiros na região.
O regime de Nicolás Maduro reage com discurso de “cerco imperialista”, prometendo defender mares e céus venezuelanos, ao mesmo tempo em que nega a existência de um “narcoestado” e acusa Washington de buscar pretexto para uma intervenção. Ainda assim, relatórios e investigações externas descrevem militares e estruturas estatais ligados ao chamado “Cartel de los Soles”, usando a longa costa venezuelana e instituições frágeis para proteger grandes carregamentos de cocaína com destino a fora do continente americano.
