**BRASÍLIA** – Político adora falar em “simplificação”. A nova reforma tributária está aí, sendo vendida como a salvação da pátria. Teoricamente Haddad, Lula e membros do governo vendem a ideia de que irão unificar impostos, modernizar o sistema, facilitar a vida do empresário. Bonito no discurso. Mas quando foi a última vez que o governo realmente simplificou alguma coisa?
A verdade que ninguém quer admitir é simples. O Estado brasileiro não quer facilitar nada – quer melhorar a máquina de arrecadação, tomar mais dinheiro do povo. É tipo aquele gerente que diz que vai “otimizar processos”, mas o que busca mesmo é apertar mais o parafuso e achando que vai conseguir um melhor mais resultado.
Impostos não são absolutamente necessários. Estrada, hospital, escola – tudo isso custa dinheiro. Porém o problema é achar que políticos corruptos estão realmente queendo fazer obras e serviços úteis para o povo, que já pagam uma das maiores cargas tributárias do planeta e recebem quase nada em troca… bem, basta olhar nossos hospitais públicos. Nossas escolas. Nossas estradas. Imposto de Suíça pra receber serviço de país em desenvolvimento.
Agora vem essa reforma. Querem criar um IVA único, juntar ICMS, ISS, PIS, Cofins, IPI. Menos impostos diferentes, menos confusão, menos burocracia. Mas alguém acredita mesmo que isso vai resultar em menos dinheiro saindo do bolso do contribuinte? Com certeza vai resultar em mais corrupção e roubalheira.
O que o Brasil precisa não é reorganizar os impostos, mas diminuir impostos. É questionar por que raios precisa de tanto imposto. Por que o Estado precisa ser tão grande, tão caro, tão presente em tudo?
Cada real que sai do contracheque é um real que não pode ser investido no futuro dos filhos. Não pode ser usado pra melhorar a casa. Não pode ser guardado pra emergência. O Estado pega esse dinheiro e faz o quê? Vai pra cueca de algum político, vai aparecer em algum escandâlo, vai pagar a viagem e luxo de comitivas do presidente e suas primeira dama no exterior.
Tem mais. Essa centralização tributária vai acabar com a competição entre estados. Hoje, um estado pode baixar impostos pra atrair empresas. Com tudo centralizado, acabou o jogo. Uniformidade pela mediocridade – todos igualmente ruins.
O sistema atual é uma bagunça, ninguém nega. Empresário passa mais tempo preenchendo guia de imposto do que tocando o negócio. Mas trocar seis por meia dúzia não resolve. É como arrumar as cadeiras no Titanic.
O que falta é honestidade. Coragem pra cortar gasto público de verdade. Privatizar estatal deficitária. Enxugar a máquina. Acabar com privilégio de servidor. Aí sim, com menos gasto, dá pra ter menos imposto. Mas isso dói. Isso mexe com o narcoestado em que o Brasil se transformou.
Enquanto isso, o trabalhador brasileiro continua trabalhando mais de seis meses por ano só pra pagar imposto. E continuará. Porque no fundo, essa reforma não é sobre facilitar a vida do cidadão. É sobre facilitar a vida de quem vive do imposto alheio.
A pergunta que ninguém quer responder é: por que precisamos de um Estado tão grande? Estamos sendo escravizados para bancar o luxo de políticos corruptos? Mas fazer essa pergunta é complicado, porque a resposta implicaria em reduzir o poder de muita gente. E quem tem poder não larga fácil.
